Por Paulo Marchetti
Claro que recebi pauladas de todos os lados pelo texto do Vol. 1 e eu sabia que isso iria acontecer, já que o escrevi pouco tempo depois de sua morte. Gerou muita conversa e, incrível, consegui fazer algumas pessoas que a defendiam pensar melhor. Não deram o braço a torcer, mas conseguiram ver razão nas minhas colocações. Afinal, quem é Amy Winehouse, senão mais uma celebridade desses tempos de ‘celebridade instantânea que alimentam a internet’.
Entre essas conversas alguns artistas foram citados, como Kurt Cobain, aí na hora lembrei que nunca vi ou li uma entrevista bacana com Amy. Ela surgiu, fez a festa dos caçadores de celebridades, lançou dois discos, apareceu bêbada, drogada, mal humorada, morreu e não disse ao que veio. Nunca se preocupou em mostrar seu amor pela música, pelos seus ídolos. Em nenhum momento nessa curta e discreta (na música) carreira ela mostrou seu conhecimento e vontade de crescimento e evolução.
Artista de verdade é formador de opinião, tem o que dizer, serve de voz para seus fãs, tem boas idéias, ama seus ídolos e faz questão de divulgá-los. Artista de verdade deixa legado nas palavras, nas músicas e nas atitudes.
Por isso tudo continuo a me perguntar: Quem é Amy Winehouse?
PS: Lembro que minha opinião não é necessariamente a mesma do Groupie Cultural.
Paulo Marchetti é jornalista, diretor e roteirista de programas para televisão. Nasceu em Piracicaba (SP) e cresceu em Brasília (DF). Nos anos 1990 trabalhou na MTV Brasil e em 2001 lançou o livro O Diário da Turma 1976-1986. Em 2007 criou o blog Sete Doses de Cachaça onde escreve sobre cultura pop. Ama The Stranglers, The Clash, Dead Kennedys e Talking Heads. Ama também a deusa Natasha Kinski!


Se a Amy não fez nada, não é nada etc… pq vc se incomodou tanto em escrever sobre ela?
Oi Ângela. A Amy serviu de desculpa para que eu pudesse falar dos verdadeiros talentos da soul music.
Obrigado,
P. Marchetti