Por Paulo Marchetti
Desde que surgiu, Gang of Four se tornou influencia para 9 entre 10 bandas de rock. Sua influência continuou nos anos 1990, mas veio com mais evidência nos anos 2000 com Bloc Party, Strokes, Franz Ferdinand, Rapture, Radio 4 e mais um monte.
Não é exagero dizer que o rock seria outro sem Gang of Four. Com esse culto recente em torno da banda, ela acabou voltando, regravando os clássicos dos dois primeiros discos – os mais significativos da discografia. Aqui no Brasil muitas bandas paulistanas são influenciadas por ela e também o rock de Brasília. Por conta disso Gang of Four faz parte da minha vida desde que eu comecei a escutar rock. Fiquei até, de certa forma, triste com esse resgate do GfF, porque é uma banda pra poucos, não é pra qualquer ouvido. É rock de primeira qualidade.
A execução dos instrumentos e o timbre seco e direto deles é a grande característica da banda. Andy Gill foi mais um que colocou a guitarra em outro patamar. Gang of Four deu um toque de genialidade no pós-punk.
Paulo Marchetti é jornalista, diretor e roteirista de programas para televisão. Nasceu em Piracicaba (SP) e cresceu em Brasília (DF). Nos anos 1990 trabalhou na MTV Brasil e em 2001 lançou o livro O Diário da Turma 1976-1986. Em 2007 criou o blog Sete Doses de Cachaça onde escreve sobre cultura pop. Ama The Stranglers, The Clash, Dead Kennedys e Talking Heads. Ama também a deusa Natasha Kinski!


Então, hoje mesmo li notícia na Folha de SP a notícia de que Andy Gill irá participar do shows especial da Legião Urbana junto com Wagner Moura. A Turma da Colina ama Gang of Four!