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09mai

As Mercenárias

Por colaborador | Categorias: Artigos, Música

Por Paulo Marchetti

Com o filme Runaways, voltou a figura de Joan Jett. eu não gosto de Runaways, mas é incontestável o valor da banda para a história da mulher dentro do rock. Gosto a parte, não foram tantas as bandas femininas que fizeram um sucesso significativo, até porque bandas femininas surgiam e sumiam e dois tempos. Banda boa de rock formada por garotas são poucas e uma delas é brasileira: As Mercenárias. Sou fã absoluto da banda e ela dá pau em muita banda de marmanjo. As Mercenárias faz parte do time de bandas do underground paulistano dos 1980 que até hoje influenciam quem quer fazer rock. Ótimas composições e letras maravilhosas.  
PS: A mais de um ano encontrei Sandra Coutinho no onibus e ela me disse que estava garimpando material da banda para lançar uma edição em CD com músicas ao vivo. No aguardo!

PS1: Edgard Scandurra tocou bateria na banda e produziu o segundo disco lançado pela EMI. Procure pelo disco Cadê as Armas?, lançado pela Baratos Afins.

Paulo Marchetti é jornalista, diretor e roteirista de programas para televisão. Nasceu em Piracicaba (SP) e cresceu em Brasília (DF). Nos anos 1990 trabalhou na MTV Brasil e em 2001 lançou o livro O Diário da Turma 1976-1986. Em 2007 criou o blog Sete Doses de Cachaça onde escreve sobre cultura pop. Ama The Stranglers, The Clash, Dead Kennedys e Talking Heads. Ama também a deusa Natasha Kinski!

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02mai

Os Anos 90#1

Por colaborador | Categorias: Artigos, Música

Por Paulo Marchetti

Aí estava eu pensando na vida e acabei resolvendo mudar radicalmente meu estilo de vida. Resolvi ser famoso, virar celebridade. E você está diretamente ligado a isso. Sei lá, pensei em várias coisas, até mesmo abrir uma empresa, para crescer e se tornar uma multinacional, dominar o mundo, mas percebi que isso iria demorar. Meus planos são imediatos, não tenho tempo a perder. Se tornar celebridade e ficar famoso não é fácil como todos pensam, até porque serei muito rico também. Capas de revista, Caras, Prêmio Contigo, convites para programas de TV e quem sabe até um talk show só meu.

Pensei: o que fazer para dar o pontapé inicial? Pensei e pensei e resolvi ser o criador do revival dos anos 1990. Ninguém ainda pensou nisso! Agora você, meu caro amigo e amiga, compartilhe este post em suas redes sociais, ICQ, Orkut e diga que foi o Paulo que começou essa super história do revival dos loucos anos 1990.

Hoje já dá pra ter flashback daqueles anos. A cena eletrônica, Madchester, Grunge, Britpop, College, aconteceu um monte de coisas legais. Foi uma década de muitas novidades, e o lema “sexo, drogas & rock’n’roll” continuou firme e forte. Lembro que na época tinha gente que reclamava, mas muita aconteceu, inclusive aqui no Brasil. Olhando pra trás posso afirmar que foi uma década intensa. Assim como os anos 1980, foi muito bom viver os 1990 também.

Pô compartilha aí! Fama e riqueza!

 

 

Paulo Marchetti é jornalista, diretor e roteirista de programas para televisão. Nasceu em Piracicaba (SP) e cresceu em Brasília (DF). Nos anos 1990 trabalhou na MTV Brasil e em 2001 lançou o livro O Diário da Turma 1976-1986. Em 2007 criou o blog Sete Doses de Cachaça onde escreve sobre cultura pop. Ama The Stranglers, The Clash, Dead Kennedys e Talking Heads. Ama também a deusa Natasha Kinski!

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25abr

Videoclipe #2

Por colaborador | Categorias: Artigos, Música

Por Paulo Marchetti

 

Mesmo que o Beatles tenha criado, acidentalmente, o videoclipe ainda na primeira metade dos anos 1960, até o surgimento da MTV em 1983, ele era apenas uma ferramenta para programas de TV com a banda-artista tocando ao vivo ou não em um fundo chroma key com imagens psicodélicas de fundo. A gravação e os efeitos eram baratos, feitos diretamente do switcher (cabine de vídeo onde chegam todas as imagens geradas para escolher as melhores que vão ao ar.

Há casos que nem efeitos tem. É a banda no palco do programa e pronto. Esses vídeos evintemente não tinham a intenção de ser videoclipe oficial, era apenas a participação no programa em questão. Em diversos casos, por ser registro único, com o passar dos anos, se tornou videoclipe oficial, assim como aconteceu com os clipes criados pelo Fantástico da Rede Globo (aguarde!).

Vários clássicos do rock progressivo e psicodélico foram registrados em vídeo dessa forma. Junta-se os efeitos e a captação com o figurino e o que se vê são ótimos retratos dos 1970.

 

 

Paulo Marchetti é jornalista, diretor e roteirista de programas para televisão. Nasceu em Piracicaba (SP) e cresceu em Brasília (DF). Nos anos 1990 trabalhou na MTV Brasil e em 2001 lançou o livro O Diário da Turma 1976-1986. Em 2007 criou o blog Sete Doses de Cachaça onde escreve sobre cultura pop. Ama The Stranglers, The Clash, Dead Kennedys e Talking Heads. Ama também a deusa Natasha Kinski!

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18abr

Raul Seixas

Por colaborador | Categorias: Artigos, Música

Por Paulo Marchetti

Em 1987, meses depois de eu ter chegado em SP, fui acompanhar meus amigos do Detrito Federal que estavam na cidade para divulgar o disco da banda. Um dia no hotel conheci um jornalista carioca que era vizinho de Raul. Ele me contou que um dia foi assistir a um ensaio na casa de Seixas e que, chegando atrasado ele não falava nada com nada e acabou em cima do muro do quintal ameaçando se jogar de cabeça. Estava doido e chapado.
Para alívio da banda nada aconteceu. O jornalista me contou que Raul também costumava sair de casa de pijama e ir até um boteco próximo de sua casa e lá ficava até sua mulher ir buscá-lo brava.

Em 1988 acompanhei uma banda de amigos em uma gravação para uma coletânea que aconteceu no estúdio Vice-Versa. Nesse mesmo período e também no Vice-Versa, Marcelo Nova e Raul Seixas estavam gravando o disco clássico A Panela do Diabo. Já eram tempos difíceis para a saúde do grande Raul. Todo dia a equipe de gravação do disco da dupla se ligava para saber se Raul iria ao estúdio para acabar de gravá-lo, e algumas vezes chegava de cadeira de rodas. O medo era de que Raul não agüentasse até o final das gravações. A gravadora correu para lançar o disco e a correira fazia total sentido já que dois dias depois do lançamento Raul nos deixou.

E ele faz uma falta danada!

 

Paulo Marchetti é jornalista, diretor e roteirista de programas para televisão. Nasceu em Piracicaba (SP) e cresceu em Brasília (DF). Nos anos 1990 trabalhou na MTV Brasil e em 2001 lançou o livro O Diário da Turma 1976-1986. Em 2007 criou o blog Sete Doses de Cachaça onde escreve sobre cultura pop. Ama The Stranglers, The Clash, Dead Kennedys e Talking Heads. Ama também a deusa Natasha Kinski!

 

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11abr

Grace Jones

Por colaborador | Categorias: Artigos, Música

Por Paulo Marchetti

Linda, charmosa, chique, sexy. Grace Jones é tudo de bom. Começou modelo, depois foi para música e cinema. Se deu bem em tudo. Foi uma figura ímpar, com um visual andrógeno, e seu auge foi nos anos 1980. Porém já era bastante conhecida na era disco, e seu reduto era o ultra mega plus Studio 54.
Andy Warhol era grande amigo, e desde o início dos 1970 ele a usava como modelo (Warhol está no clipe I’m Not Perfect).

Ela até já entrou nessas listas de mulheres influentes do rock, mas oque ela fez nos 1980 não foi exatamente rock, mas com elementos. Tem muito soul, pop, e até jazz. Grace Jones lançou três grandes discos: Warm Leatherette (1980), Nightclubbing (1981, o grande clássico da discografia) e Slave to the Rhythm (1985).

Grace Jones sempre teve bom gosto. O visual, as fotos, os clipes, as capas de discos (como a da coletânea Island Life), seus amigos, e também sempre discreta. Coisa fina mesmo.

Paulo Marchetti é jornalista, diretor e roteirista de programas para televisão. Nasceu em Piracicaba (SP) e cresceu em Brasília (DF). Nos anos 1990 trabalhou na MTV Brasil e em 2001 lançou o livro O Diário da Turma 1976-1986. Em 2007 criou o blog Sete Doses de Cachaça onde escreve sobre cultura pop. Ama The Stranglers, The Clash, Dead Kennedys e Talking Heads. Ama também a deusa Natasha Kinski!

 

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04abr

Dead Kennedys x Metallica

Por colaborador | Categorias: Artigos, Música

Por Paulo Marchetti

Na Turma da Colina em Brasília (de onde saíram Legião Urbana, Plebe Rude, Capital Inicial e outras), sempre teve um ou outro que, além do punk rock, também escutava metal (eu mesmo sempre gostei de Van Halen e AC/DC). Mas isso era, de certa forma, velado. Mas existiam os headbangers que andavam com a Turma, como era o caso do saudoso guitarrista Fejão, que tocou no XXX, Escola de Escândalo, Anjo Caído, Dentes Kentes e Dungeon, além da banda brincadeira Iron Medonho (com Philippe Seabra da Plebe).
Quando Fejão se juntava a Ameba (Plebe), Negrete (Legião) e Fred (Mantenha Distância), começava uma brincadeira de apostar quem tocava mais rápido: Dead Kennedys ou Metallica. Nessa época o Metallica se resumia até o clássico Master of Puppets. Colocavam fitas com as duas bandas, e isso virava assunto pra mais de metro. Juntavam outros amigos, fãs de punk rock e fãs de metal, e a longa discussão virava a noite. Quem tocava mais rápido? Eu, punk rocker confesso, nem preciso responder…

 

 

 

Paulo Marchetti é jornalista, diretor e roteirista de programas para televisão. Nasceu em Piracicaba (SP) e cresceu em Brasília (DF). Nos anos 1990 trabalhou na MTV Brasil e em 2001 lançou o livro O Diário da Turma 1976-1986. Em 2007 criou o blog Sete Doses de Cachaça onde escreve sobre cultura pop. Ama The Stranglers, The Clash, Dead Kennedys e Talking Heads. Ama também a deusa Natasha Kinski!

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28mar

Videoclipe #1

Por colaborador | Categorias: Artigos, Música, Vídeos

Por Paulo Marchetti

O videoclipe foi uma invenção do Beatles. Chegou um momento na carreira da banda que sua agenda não permitia mais cobrir todos os convites no período dos lançamentos. Por isso, surgiu a ideia de se gravar imagens da banda com algumas das músicas novas, para enviar as redes de TVs.

Quando a MTV estreou nos EUA em 1983, o videoclipe ganhou um novo status. Na sequencia “Thriller” de Michael Jackson fez tudo mudar novamente. A partir dele viu-se que fazendo um bom clipe, poderia render ótimas vendagens de discos.

Teve artista que soube muito bem dar valor a esse novo produto: Duran Duran, The Cure, Talking Heads, Peter Gabriel, A-Ha, Grace Jones, Adam and the Ants e até bandas de metal.
Isso mexeu com a estética, com o visual. O público foi tendo cada vez mais informação visual dos artistas. Muitos deles passaram a dar ao videoclipe o mesmo tratamento visual do disco.

Talvez isso até explique certo exagero de cores que algumas bandas tinham.

 

Paulo Marchetti é jornalista, diretor e roteirista de programas para televisão. Nasceu em Piracicaba (SP) e cresceu em Brasília (DF). Nos anos 1990 trabalhou na MTV Brasil e em 2001 lançou o livro O Diário da Turma 1976-1986. Em 2007 criou o blog Sete Doses de Cachaça onde escreve sobre cultura pop. Ama The Stranglers, The Clash, Dead Kennedys e Talking Heads. Ama também a deusa Natasha Kinski!

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21mar

Quem é Amy Winehouse – Vol. 3

Por colaborador | Categorias: Artigos, Música, Vídeos

Por Paulo Marchetti

 

Amo Soul Music.  Eu, roqueiro convicto, tenho nela a fuga das guitarras, e entre os nomes que mais escuto está Al Green.

É um mestre! Legítimo representante da Soul e da música Gospel. Al Green está em um patamar acima. É música que de fato faz bem. Ele tem o poder de deixar sua música realmente atingir a alma.
Você ali, naquele trânsito, atrasado(a), calor e sol, tentando ao máximo manter a calma, se colocar um Al Green pra escutar terá 99% de chance de ter o equilíbrio necessário para enfrentar essa e outras situações parecidas.

Ao escutá-lo vê-se que infelizmente hoje, na nova geração, não existe alguém que leve a música a esse patamar quando se trata de interpretação, de cantar com a alma, de sentir a música. É de arrepiar. De abrir um sorrisão e dizer “tá tudo bem”. Corações apaixonados.

 

Paulo Marchetti é jornalista, diretor e roteirista de programas para televisão. Nasceu em Piracicaba (SP) e cresceu em Brasília (DF). Nos anos 1990 trabalhou na MTV Brasil e em 2001 lançou o livro O Diário da Turma 1976-1986. Em 2007 criou o blog Sete Doses de Cachaça onde escreve sobre cultura pop. Ama The Stranglers, The Clash, Dead Kennedys e Talking Heads. Ama também a deusa Natasha Kinski!

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14mar

Agentss

Por colaborador | Categorias: Artigos, Música, Vídeos

Por Paulo Marchetti

Nos anos 1980 na cena rock de São Paulo havia ótimas bandas. Por sorte, muitas delas conseguiram um registro oficial, mesmo sendo em compacto. Esse é o caso do Agentss.

Nos anos 1970 o tecladista Kodiak Bachine teve duas bandas influenciadas pela rock progressivo: Abaddon e Sol. Depois viajou para os EUA e voltou decidido em formar uma banda influenciada pelo punk, pós punk e new wave. Música eletrônica, futurista, minimalista. Devo, Kraftwerk, Gary Numan, Brian Eno. Então em 1981 ele formou o Agentss junto com Eduardo Amarante (Zero, Azul 29), guitarra; Miguel Barella (Voluntários da Pátria), guitarra; Lyses Pupo, baixo e Elias Glik, bateria.

A banda durou até 1983, deixando apenas dois compactos gravados. Quatro músicas. As duas primeiras, “Agents” e “Angra” um verdadeiro clássico. As outras, “Professor Digital” e “Cidade Industrial”, foram lançadas pela Warner, e “Professor” até chegou a tocar nas rádios.
Você pode baixar as quatro músicas e ainda o primeiro show da banda no próprio site de Kodiak Bachine. Vale muuuito a pena!

 

 

Paulo Marchetti é jornalista, diretor e roteirista de programas para televisão. Nasceu em Piracicaba (SP) e cresceu em Brasília (DF). Nos anos 1990 trabalhou na MTV Brasil e em 2001 lançou o livro O Diário da Turma 1976-1986. Em 2007 criou o blog Sete Doses de Cachaça onde escreve sobre cultura pop. Ama The Stranglers, The Clash, Dead Kennedys e Talking Heads. Ama também a deusa Natasha Kinski!

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07mar

Vi Shows #1

Por colaborador | Categorias: Artigos, Música, Vídeos

Por Paulo Marchetti

Em julho e agosto de 1988 Iggy Pop abriu a turnê do maravilhoso Instinct aqui no Brasil. Nessa época Iggy estava tentando se reerguer e chutou o balde nesse disco cru, pesado e seco. Steve Jones, ex-Sex Pistols, é o guitarrista. Se lá fora Iggy não estava com nada, imagine aqui!
Fui no show de 31 de julho, num domingo. Às duas da tarde já estava na porta do Projeto SP. Eu e Johnny Monster. Ouvimos a passagem de som e, claro, fomos os primeiros da fila. Colamos na grade de ferro que separava o público do palco. Ela batia na cintura.
O show foi uma porrada só. A todo instante Iggy ameaçava um strip tease, a certo momento, do meio para o final, ele desceu do palco e começou a caminhar em minha direção, se equilibrando na grade. Ao meu lado, colado em mim, estava um gay alucinado, que não sabia cantar nenhuma música, mas não parava de gritar um segundo sequer. Iggy chegou nele, ou seja, parou na minha frente, e tascou-lhe um beijaço de língua, desses bem molhados, pornográfico mesmo. Foi demais!
Essa cena é ainda muito presente em minha memória. Além disso, IP jogou suas meias para o público e uma delas veio diretamente para mim e eu não quis pegá-la. Não deu outra, o cara do beijo pegou e passou o show beijando e lambendo a meia. Uma figura! Fui dormir com meus ouvidos ainda zunindo.
Show inesquecível!

 

 

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