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14mar

Agentss

Por colaborador | Categorias: Artigos, Música, Vídeos

Por Paulo Marchetti

Nos anos 1980 na cena rock de São Paulo havia ótimas bandas. Por sorte, muitas delas conseguiram um registro oficial, mesmo sendo em compacto. Esse é o caso do Agentss.

Nos anos 1970 o tecladista Kodiak Bachine teve duas bandas influenciadas pela rock progressivo: Abaddon e Sol. Depois viajou para os EUA e voltou decidido em formar uma banda influenciada pelo punk, pós punk e new wave. Música eletrônica, futurista, minimalista. Devo, Kraftwerk, Gary Numan, Brian Eno. Então em 1981 ele formou o Agentss junto com Eduardo Amarante (Zero, Azul 29), guitarra; Miguel Barella (Voluntários da Pátria), guitarra; Lyses Pupo, baixo e Elias Glik, bateria.

A banda durou até 1983, deixando apenas dois compactos gravados. Quatro músicas. As duas primeiras, “Agents” e “Angra” um verdadeiro clássico. As outras, “Professor Digital” e “Cidade Industrial”, foram lançadas pela Warner, e “Professor” até chegou a tocar nas rádios.
Você pode baixar as quatro músicas e ainda o primeiro show da banda no próprio site de Kodiak Bachine. Vale muuuito a pena!

 

 

Paulo Marchetti é jornalista, diretor e roteirista de programas para televisão. Nasceu em Piracicaba (SP) e cresceu em Brasília (DF). Nos anos 1990 trabalhou na MTV Brasil e em 2001 lançou o livro O Diário da Turma 1976-1986. Em 2007 criou o blog Sete Doses de Cachaça onde escreve sobre cultura pop. Ama The Stranglers, The Clash, Dead Kennedys e Talking Heads. Ama também a deusa Natasha Kinski!

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07mar

Vi Shows #1

Por colaborador | Categorias: Artigos, Música, Vídeos

Por Paulo Marchetti

Em julho e agosto de 1988 Iggy Pop abriu a turnê do maravilhoso Instinct aqui no Brasil. Nessa época Iggy estava tentando se reerguer e chutou o balde nesse disco cru, pesado e seco. Steve Jones, ex-Sex Pistols, é o guitarrista. Se lá fora Iggy não estava com nada, imagine aqui!
Fui no show de 31 de julho, num domingo. Às duas da tarde já estava na porta do Projeto SP. Eu e Johnny Monster. Ouvimos a passagem de som e, claro, fomos os primeiros da fila. Colamos na grade de ferro que separava o público do palco. Ela batia na cintura.
O show foi uma porrada só. A todo instante Iggy ameaçava um strip tease, a certo momento, do meio para o final, ele desceu do palco e começou a caminhar em minha direção, se equilibrando na grade. Ao meu lado, colado em mim, estava um gay alucinado, que não sabia cantar nenhuma música, mas não parava de gritar um segundo sequer. Iggy chegou nele, ou seja, parou na minha frente, e tascou-lhe um beijaço de língua, desses bem molhados, pornográfico mesmo. Foi demais!
Essa cena é ainda muito presente em minha memória. Além disso, IP jogou suas meias para o público e uma delas veio diretamente para mim e eu não quis pegá-la. Não deu outra, o cara do beijo pegou e passou o show beijando e lambendo a meia. Uma figura! Fui dormir com meus ouvidos ainda zunindo.
Show inesquecível!

 

 

Paulo Marchetti é jornalista, diretor e roteirista de programas para televisão. Nasceu em Piracicaba (SP) e cresceu em Brasília (DF). Nos anos 1990 trabalhou na MTV Brasil e em 2001 lançou o livro O Diário da Turma 1976-1986. Em 2007 criou o blog Sete Doses de Cachaça onde escreve sobre cultura pop. Ama The Stranglers, The Clash, Dead Kennedys e Talking Heads. Ama também a deusa Natasha Kinski!

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05mar

Festa Balacobaco no Alberta#3

Por groupie | Categorias: Agenda, Artigos
06/03/2012
20:00

A festa BALACOBACO traz para o Alberta #3 o melhor do soul, funk e grooverias. Nos toca-discos, DJs da cena paulistana tiram o pó de raridades e botam pra rodar novidades, tudo em vinil. Reforce a sola do sapato e prepare-se para o enrosca-enrosca de pernas. Na décima edição, os residentes MZK e MAYRA recebem DJ VITO.

No Alberta#3
Casa abre 19h, festa começa 20h, entrada grátis até 22h, depois $15 (porta) ou VIP (lista) no noitedobalacobaco@gmail.com (emails até 18h)

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29fev

New Wave #1

Por colaborador | Categorias: Artigos, Música

Por Paulo Marchetti

Esse termo new wave aparecia em alguns lugares para denominar uma (óbvio) nova onda, mas ela falava do punk rock, antes do termo punk surgir e se espalhar. Depois voltou a ser usado como denominação para bandas que faziam algo diferente, mas que não eram punks. A new wave foi o oposto do punk. Música pra dançar, pra tocar na festa, pra se sentir bem. Tipo daquelas que você coloca para ouvir enquanto animadamente se arruma pra sair.
Em relação às roupas coloridas, isso já era usado muito por bandas punks, mas não de forma exagerada como na new wave. Com o tempo o punk aderiu mais o preto, e a new wave ficou cada vez mais colorida. Os tecladinhos chinfrin e a bateria eletrônica tosca viraram assinatura de banda new wave, apesar de nem todas serem assim.
Há um documentário histórico chamado Urgh! A Music War (já lançado em DVD), que mostra bem a mistura desse período do final dos anos 1970 e início dos 1980 com o punk rock, a new wave e o pós-punk, tudo junto.
Depois de 1984 a coisa foi para o brejo. Tudo era new wave. A exploração foi tanta que coisas ruins e efêmeras surgiam a cada segundo, o que deixou tudo meio brega: roupas, gel para cabelos, penteados, música, cinema, maquiagem, publicidade, affffffff……….

 

 

 

Paulo Marchetti é jornalista, diretor e roteirista de programas para televisão. Nasceu em Piracicaba (SP) e cresceu em Brasília (DF). Nos anos 1990 trabalhou na MTV Brasil e em 2001 lançou o livro O Diário da Turma 1976-1986. Em 2007 criou o blog Sete Doses de Cachaça onde escreve sobre cultura pop. Ama The Stranglers, The Clash, Dead Kennedys e Talking Heads. Ama também a deusa Natasha Kinski!

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22fev

Detroit Cobras

Por colaborador | Categorias: Artigos, Música

Por Paulo Marchetti

Pergunto a você: além de Rita Lee e Cássia Eller, qual outra mulher roqueira brasileira de carreira e personalidade significantes?
No final dos 1960 e 1970 Rita foi soberana. Nos 1980 deu Rita novamente. Em 1990 apareceu Cássia Eller. E depois? E hoje? E amanhã? Se você falou Pitty então está eliminado!
Se na MPB as mulheres deixam a desejar, no rock então nem se fala. Não que não houve tentativas de colocar roqueiras na cena brasileira, mas nunca aconteceu, nunca rolou. O motivo? Talvez falta de postura? Coragem? Falta de personalidade? Muita pose e pouco conteúdo?
Esse não é o caso dos EUA e Inglaterra, por exemplo. Lá, nomes femininos de relevância não faltam: Patti Smith, Joan Jett, Janis Joplin, Debbie Harry, Suzy Quatro, Chrissie Hynde, e até a alemã Nina Hagen. A lista vai longe…
A cutucada, na verdade, serve como deixa para o Detroit Cobras, banda de garage rock vinda de… Detroit! O som retrô e a perfeita mistura de blues e hard rock fazem do DC uma das melhores bandas do gênero. E falar o quê da vocalista Rachel Nagy? Vai cantar lá em casa!!!!!!!!!!!!!!!

Paulo Marchetti é jornalista, diretor e roteirista de programas para televisão. Nasceu em Piracicaba (SP) e cresceu em Brasília (DF). Nos anos 1990 trabalhou na MTV Brasil e em 2001 lançou o livro O Diário da Turma 1976-1986. Em 2007 criou o blog Sete Doses de Cachaça onde escreve sobre cultura pop. Ama The Stranglers, The Clash, Dead Kennedys e Talking Heads. Ama também a deusa Natasha Kinski!

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15fev

Punk Rock #1

Por colaborador | Categorias: Artigos, Música

Por Paulo Marchetti

Quando você fala em punk rock, a primeira coisa que vem a cabeça são três nomes: Ramones, Sex Pistols e The Clash. Mas havia muito mais que isso. O punk rock mudou os costumes, a cultura, as artes, a moda. Foi uma mudança de comportamento. Tem muito que falar sobre isso.
Minha intenção aqui é mostrar bandas, digamos, um pouco mais obscuras, mas não de menor importância. Ruts foi formada em Londres, em 1977. Assim como o Clash e o movimento Two Tone, era altamente politizada e tinha em suas influencias o reggae e o dub. A música “Staring at the Rude Boys” fala exatamente das bandas de ska do Two Tone.
Apesar de ter um ótimo início, com músicas nas paradas inglesas, tendo como grande fã o DJ John Peel, a banda teve carreira curta porque o vocalista Malcolm Owen morreu em julho de 1980, aos 26 anos, de overdose de heroína (e a banda tinha uma famosa música anti heroína “H Eyes”). Aproximadamente 2 meses depois de Ian Curtis…
Quando isso aconteceu, a banda estava começando a gravar o 2º disco e se preparava para uma turnê americana. Era uma grande promessa que lançou apenas um disco e um punhado de singles.

 

 

Paulo Marchetti é jornalista, diretor e roteirista de programas para televisão. Nasceu em Piracicaba (SP) e cresceu em Brasília (DF). Nos anos 1990 trabalhou na MTV Brasil e em 2001 lançou o livro O Diário da Turma 1976-1986. Em 2007 criou o blog Sete Doses de Cachaça onde escreve sobre cultura pop. Ama The Stranglers, The Clash, Dead Kennedys e Talking Heads. Ama também a deusa Natasha Kinski!

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08fev

Rita Lee

Por colaborador | Categorias: Artigos, Música

Por Paulo Marchetti

Em janeiro de 2012 Rita Lee anunciou sua aposentadoria dos palcos. Ou seja, nunca mais haverá chance de você encontrá-la em um aeroporto ou avião durante sua turnê. Assim que saiu a notícia mais uma vez lembrei de um verão, a trabalho pela MTV (jan/1997 ou 98), indo de Porto Seguro para São Paulo, quando que estava sentado ao lado de Rita Lee, separado apenas pelo corredor, e ao lado dela Roberto de Carvalho.
A certa altura, quando o vôo já estava naquele momento do lanche, ela pegou um papel e começou a escrever. Queria saber os sete pecados capitais e disse que queria fazer uma música sobre o assunto. Ela acabou envolvendo as pessoas que estavam sentadas mais próximas, e todo mundo durante o vôo ficou lembrando dos pecados e dando exemplos. Rita Lee foi muito piadista, a viagem foi uma delícia, e esse momento não esquecerei jamais. Mais de 30 discos e sei lá quantos mil shows. É muita viagem! (pôôôôrra!)

 

 

 

Paulo Marchetti é jornalista, diretor e roteirista de programas para televisão. Nasceu em Piracicaba (SP) e cresceu em Brasília (DF). Nos anos 1990 trabalhou na MTV Brasil e em 2001 lançou o livro O Diário da Turma 1976-1986. Em 2007 criou o blog Sete Doses de Cachaça onde escreve sobre cultura pop. Ama The Stranglers, The Clash, Dead Kennedys e Talking Heads. Ama também a deusa Natasha Kinski!

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23dez

;)

Por groupie | Categorias: Artigos

 

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21dez

Manchester #4

Por colaborador | Categorias: Artigos, Música

Por Paulo Marchetti

A vida noturna em Manchester é intensa. São milhões de libras gastas por ano tanto pelos moradores da cidade, quanto por turistas vindos de toda a parte, incluindo a própria Inglaterra. Estima-se que os bares, restaurantes e casas noturnas de Manchester empregam quase 12 mil pessoas.

The Hacienda, a casa noturna que Tony Wilson abriu em 1982, foi de suma importância para a cena musical do final dos anos 1980, conhecida como Madchester.
Essa cena cresceu e despontou junto com um novo comportamento jovem, ditado por drogas como Ecstasy, a cultura rave, o acid house e o ressurgimento do símbolo Smiley. Tudo isso acabou refletindo na música que misturou o rock com psicodelismo e elementos eletrônicos. Tudo isso se pode ver em alguns videoclipes dessa época, com muito cabelo “tijelinha” na cara, luzes e roupas coloridas.
Nessa casa noturna (que, claro, está no filme 24 Hours Party People) passaram os grandes nomes de Manchester, incluindo New Order e The Smiths que lá tocaram diversas vezes.
Madchester deu novo gás para a tríade Sexo, Drogas & Rock’n’Roll, e os principais nomes desse período foram The Charlatans, A Guy Called Gerald, 808 State, James, Northside, Inspiral Carpets, Happy Mondays e The Stone Roses. Todas elas surgidas nos anos 1980. Era uma cena mesmo! Dá para perceber isso pela sonoridade parecida de algumas dessas bandas. Todos se encontravam e se divertiam juntos.

Se você pensa que Oasis é puro Beatles, então ouça as bandas da Madchester e verás de onde saiu boa parte da sonoridade da banda.

PS: Este é meu último post de 2011. Férias! Boas festas e maravilhoso 2012 pra você!

 

 

Paulo Marchetti é jornalista, diretor e roteirista de programas para televisão. Nasceu em Piracicaba (SP) e cresceu em Brasília (DF). Nos anos 1990 trabalhou na MTV Brasil e em 2001 lançou o livro O Diário da Turma 1976-1986. Em 2007 criou o blog Sete Doses de Cachaça onde escreve sobre cultura pop. Ama The Stranglers, The Clash, Dead Kennedys e Talking Heads. Ama também a deusa Natasha Kinski!

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14dez

Manchester #3

Por colaborador | Categorias: Artigos, Música

Por Paulo Marchetti

Com uma cidade cheia de fábricas e sendo uma das primeiras da revolução industrial, nada mais natural ter uma gravadora chamada Factory Records. A história é longa (na verdade de toda Manchester), e vou resumir.

Tony Wilson era um repórter da TV Granada que depois de ter visto o show do Sex Pistols resolveu, aos 27/28 anos, abrir uma gravadora independente para gravar e lançar a cena local. O 1º grande nome foi Joy Division, que na época era apenas uma banda alternativa, uma promessa.

Tony também abriu outro negócio como braço da Factory, a casa noturna The Haçienda, importantíssima na cena local na virada dos 1980 para os 1990 com Stone Roses, Happy Mondays, Inspiral Carpets, Northside, que inclusive recebeu o apelido de Madchester.
Tony Wilson foi um dos responsáveis pela divulgação do pós punk e em seu catálogo há Joy Dovision, The Durutti Column, Cabaret Voltaire, New Order, Happy Mondays, Revenge, Eletronic, A Certain Ratio e outros. Há a coletânea FAC 2, que traz os primeiros registros de Joy Division, The Durutti Column e Cabaret Voltaire.

A história da Factory Records e de Tony Wilson virou o filme 24 Hour Party People (no Brasil “A Festa Nunca Termina”). Tem quem goste e quem não goste, mas é um bom registro inclusive com participação de alguns músicos.

Em 2007 , Wilson teve câncer renal e foi obrigado a retirar um rim. Ele não tinha plano de saúde e o sistema de saúde público de Manchester se recusou a custear seu tratamento. Ele precisava de um medicamento que lhe custaria 3.500 libras por mês e como não tinha dinheiro, foi ajudado por seus amigos músicos – ele costumava dizer que era o único dessa turma a não ganhar dinheiro.
O câncer avançou e Tony Wilson morreu em 10 de agosto de 2007, aos 57 anos.

 

 

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